PAULO, UM MODELO DE LÍDER-SERVIDOR
Lição -07 – CPAD
14 de fevereiro de 2010
1° trimestre
Caro professor de EBD.
Se sua Igreja adota as revistas da CPAD, desejamos que o conteúdo disponibilizado neste blog, possa auxiliá-lo no preparo de sua aula.
É um blog recém-criado, e que gradativamente, seu conteúdo será enriquecido, para que possa tornar-se uma ferramenta poderosa de auxílio aos professores de Escolas Bíblias Dominicais ou Sabatinais.
Nesse primeiro momento disponibilizamos apenas três seções com conteúdos de pesquisas.
Ore por essa iniciativa.
KEMUEL CARVALHO
Professor de EBD
Nessa Seção, para uma melhor compreensão do texto bíblico, e para elucidação de possíveis dificuldades, que por ventura, o professor venha a encontrar no campo semântico ou lingüístico do texto bíblico encontrado na LEITURA BÍBLICA, apresentaremos o mesmo texto, nas quatro versões mais usadas no meio cristão, que são: Versão Revista e Corrigida (RC), Versão Revista e Atualizada (RA), Versão Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH) e a Nova Versão Internacional (NVI).
O professor verá o quanto a leitura paralela desses textos irá proporcionar uma melhor compreensão do que esta sendo comentado nos tópicos da lição.
LEITURA BÍBLICA
2ª Co 6.1-13
Versão Revista e Corrigida – RC
1. E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão
2. (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.);
3. não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.
4. Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
5. nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6. na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7. na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
8. por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9. como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos;
10. como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.
11. Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado.
12. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos.
13. Ora, em recompensa disso (falo como a filhos), dilatai-vos também vós.
Versão Revista e Atualizada – RA
1. E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus
2. (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação);
3. não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não seja censurado.
4. Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias,
5. nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
6. na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
7. na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas;
8. por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros;
9. como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos;
10. entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.
11. Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração.
12. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos.
13. Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós.
Versão Linguagem de Hoje – BLH
1. Portanto, nós, como companheiros de trabalho no serviço de Deus, pedimos o seguinte: Não deixem que fique sem proveito a graça de Deus, a qual vocês receberam.
2. Escutem o que Deus diz: "Quando chegou o tempo de mostrar a minha bondade, eu atendi o seu pedido e o socorri quando chegou o dia da salvação." Escutem! Este é o tempo em que Deus mostra a sua bondade. Hoje é o dia de ser salvo.
3. Não queremos que alguém ache defeito no nosso trabalho e por isso fazemos o possível para não atrapalhar ninguém.
4. Pelo contrário, em tudo mostramos que somos servos de Deus, suportando com muita paciência as aflições, os sofrimentos e as dificuldades.
5. Temos sido chicoteados, presos e agredidos nas agitações populares. Temos trabalhado demais, temos ficado sem dormir e sem comer.
6. Por meio da nossa pureza, conhecimento, paciência e delicadeza, mostramos que somos servos de Deus. Por meio do Espírito Santo, temos mostrado isso pelo nosso amor verdadeiro,
7. pela mensagem da verdade e pelo poder de Deus. Por vivermos em obediência à vontade de Deus, temos as armas que usamos tanto para atacarmos como para nos defendermos.
8. Somos elogiados e caluniados; alguns nos insultam, outros falam bem de nós. Somos tratados como mentirosos, mas falamos a verdade;
9. somos tratados como desconhecidos, embora sejamos bem conhecidos de todos; somos tratados como se estivéssemos mortos, mas, como vocês estão vendo, continuamos vivos. Temos sido castigados, mas não fomos mortos.
10. Às vezes ficamos tristes, outras vezes ficamos alegres. Parecemos pobres, mas enriquecemos muitas pessoas. Parece que não temos nada, mas na verdade possuímos tudo.
11. Queridos amigos de Corinto, temos falado francamente e temos aberto completamente o nosso coração para vocês.
12. Não temos fechado o nosso coração; vocês é que têm fechado o coração de vocês para nós.
13. Eu falo com vocês como se vocês fossem meus filhos. Tenham por nós os mesmos sentimentos que temos para com vocês e abram completamente o coração de vocês para nós.
Nova Versão Internacional – NVI
1. Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus.
2. Pois ele diz: “Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação”a. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação! Os Sofrimentos de Paulo
3. Não damos motivo de escândalo a ninguém, em circunstância alguma, para que o nosso ministério não caia em descrédito.
4. Ao contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as formas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas;
5. em açoites, prisões e tumultos; em trabalhos árduos, noites sem dormir e jejuns;
6. em pureza, conhecimento, paciência e bondade; no Espírito Santo e no amor sincero;
7. na palavra da verdade e no poder de Deus; com as armas da justiça, quer de ataque, quer de defesa;
8. por honra e por desonra; por difamação e por boa fama; tidos por enganadores, sendo verdadeiros;
9. como desconhecidos, apesar de bem conhecidos; como morrendo, mas eis que vivemos; espancados, mas não mortos;
10. entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo muitos outros; nada tendo, mas possuindo tudo.
11. Falamos abertamente a vocês, coríntios, e lhes abrimos todo o nosso coração!
12. Não lhes estamos limitando nosso afeto, mas vocês estão limitando o afeto que têm por nós.
13. Numa justa compensação, falo como a meus filhos, abram também o coração para nós!
Nessa Seção, apresentamos alguns comentários extraídos de Bíblias Comentadas. Muitas vezes, os comentários podem não seguir a mesma linha de raciocínio, isso porque, dentro da visão geral teológica da interpretação aceitável para o texto, estão as marcas dogmáticas seguidas por cada comentarista.
E isso é bom para o professor de EBD, pois ele passar a tomar conhecimento de possíveis interpretações dadas para um mesmo texto. Cabe ao professor, apresentá-las, se necessário, porém, posicionando-se por aquela que ele considera mais próxima da linha dogmática seguida por sua Igreja.
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DA BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL
6.1 NÃO RECEBAIS A GRAÇA DE DEUS EM VÃO
Paulo cria, indubitavelmente, que era possível o crente receber a graça de Deus e experimentar a salvação (v.2), e depois, por causa de descuido espiritual ou de viver em pecado deliberado, abandonar a fé e a vida do evangelho, e voltar a perder-se. Todos devem ser exortados a se reconciliarem com Deus e a receber a sua graça (5.20). Aqueles que recebem a graça de Deus devem ser exortados a não recebê-la em vão (cf. vv. 14-18).
6.4 NAS AFLIÇÕES... NAS ANGÚSTIAS
Em 11.23 é apresentado uma relação em vinte tópicos contendo expressões do Apóstolo Paulo que denotam sua aflição, angústia e sofrimento pela obra e por Cristo.
OS SOFRIMENTOS DE PAULO
O Espírito Santo, através das palavras de Paulo, revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa totalmente dedicada a Cristo, à sua Palavra e à causa em prol da qual Ele morreu. Paulo comungava com os sentimentos de Deus e vivia em sintonia com o coração e os sofrimentos de Cristo. Seguem-se vinte formas da participação de Paulo nos sofrimentos de Cristo. Ele fala em:
(1) "muitas tribulações" enfrentadas ao servir a Deus (At 14.22);
(2) sua aflição no "espírito", por causa do pecado dominante na sociedade (At 17.16);
(3) servir ao Senhor com "lágrimas" (2.4);
(4) advertir a igreja "noite e dia com lágrimas", durante um período de três anos, por causa da perdição das almas, pela distorção do evangelho por falsos mestres, contrários à fé bíblica apostólica (At 20.31);
(5) sua grande tristeza ao separar-se dos crentes amados (At 20.17-38), e seu pesar diante da tristeza deles (At 21.13);
(6) a "grande tristeza e contínua dor" no seu coração, por causa da recusa dos seus "patrícios" em aceitarem o evangelho de Cristo (Rm 9.2,3; 10.1);
(7) as muitas provações e aflições que lhe advieram por causa do seu trabalho para Cristo (4.8-12; 11.23-29; 1Co 4.11-13);
(8) seu pesar e angústia de espírito, por causa do pecado tolerado dentro da igreja (2.1-3; 12.21; 1Co 5.1,2; 6,8-10);
(9) sua "muita tribulação e angústia do coração", ao escrever àqueles que abandonavam a Cristo e ao evangelho verdadeiro (2.4);
(10) seus gemidos, por causa do desejo de estar com Cristo e livre do pecado e das preocupações deste mundo (5.1-4; cf. Fp 1.23);
(11) suas tribulações "por fora e por dentro", por causa de seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (7.5; 11.3,4);
(12) o "cuidado" que o oprimia cada dia, por causa do seu zelo por "todas as igrejas" (v.28);
(13) O desgosto consumidor que sentia quando um cristão passava a viver em pecado (v.29);
(14) o desgosto de proferir um "anátema" sobre aqueles que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9);
(15) suas "dores de parto" para restaurar os que caíam da graça (G1 4.19; 5.4);
(16) seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18);
(17) sua "af1ição e necessidade", pensando naqueles que podiam decair da fé (1Ts 3.5-8);
(18) suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça e pela piedade (2Tm 3.12);
(19) sua lastimável condição ao ser abandonado pelos crentes da Ásia (2Tm 1.15); e
(20) seu apelo angustiado a Timóteo para que este guarde fielmente a fé genuína, ante a apostasia vindoura (1Tm 4.1; 6.20; 2Tm 1.14).
6.10 COMO POBRES
Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, mas, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos (cf. 8.9; At 3.1ss; Ef 3.8).
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DA BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA
6.1 a que não recebais em vão.
Se os coríntios permitissem que sua igreja fosse destruída pelos "falsos apóstolos" (11.13), ou se eles se recusassem a purificar-se de "impureza, tanto da carne como do espírito" (7.1), a vida deles glorificaria a Deus cada vez menos, e o evangelho que ouviram produziria fruto de pouca duração.
6.2 eis, agora, o dia da salvação.
Quando Deus nos oferece livramento, é sábio responder imediatamente, antes que o oferecimento seja retirado. “Agora”, em um sentido mais amplo, refere-se à era do evangelho, enquanto que, em um sentido específico, refere-se ao tempo quando um indivíduo ouviu o oferecimento da salvação divina.
6.6
Um verdadeiro ministro do evangelho é conhecido por sua linguagem pura, pela sua conduta pura, pelos seus motivos puros e pelo profundo amor que ele tem pelas pessoas.
No Espírito Santo.
O poder do Espírito Santo evidenciava-se no ministério de Paulo, infundindo poder à sua pregação, convencendo os incrédulos do pecado (cf. Jo 16.8-11), ou conferindo aos crentes dons espirituais (1ªCo 12.7-11). Essa obra do Espírito Santo era outra maneira mediante a qual o ministério de Paulo era recomendado.
6.7 na palavra da verdade.
Paulo jamais comprometerá a santidade da verdade ou dirá uma mentira a fim de lograr algum alvo desejável.
no poder de Deus.
Geralmente esse poder se manifestava para operar milagres, produzir alguma cura ou silenciar os inimigos (cf. At 14.3,9-10; 19.11,12; 20.10; 28.8,9; Rm 15.19).
pelas armas da justiça.
Ou seja, todo o armamento que deve ser usado contra a oposição humana ou demoníaca (10.5,6; At 13.11; 16.18; Ef 6.10-18).
6.8-10
Uma série de paradoxos novamente ilumina o contraste entre o ponto de vista deste mundo e o ponto de vista da era vindoura, um ponto de vista invisível para o olho natural, mas visto pelo olho da fé.
6.11 alarga-se o nosso coração.
Paulo revela seus sentimentos internos mais nesta carta do que em qualquer outra. Seu "coração aberto" revela o amor dele por eles.
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DA BÍBLIA VIDA NOVA
6.2 Dia da Salvação... agora.
Refere-se ao período entre a morte de Cristo e Sua vinda em julgamento.
6.4 Paciência
6.4 (gr hupomonē, “perseverança”).
É o que Crisóstomo chamou “a raiz de todos os bens”. É o fundamento da vida cristã.
Nota de Homilética:
Os sofrimentos que recomendaram a Paulo. 1) Sofrimentos gerais: aflições, privações, angústias. 2) Provas particulares: açoites, prisões, tumultos. 3) Disciplinas auto-impostas: trabalhos, vigílias, jejuns. 4) As qualidades do coração: pureza, conhecimento, paciência com as pessoas difíceis, bondade, e amor (6). 5) Características do seu ministério (7). 6) Sua reputação contrastada com a realidade (8-10).
6.5 Prisões
Clemente de Roma (96 d.C.) disse que foram sete. Trabalhos. Literalmente esforço tão árduo que deixa o corpo, alma e espírito exausto. Vigílias. Tanto noites de oração como noites de sofrimento sem dormir.
6.7 Ofensivas... Defensivas.
Devemos conquistar para Cristo enquanto nos defendemos do inimigo (cf. Ef 6.16s).
6.8 Desonra (gr. atimia.).
Perder os direitos de cidadão.
6.10 Enriquecendo.
São bênçãos espirituais, não materiais.
6.12 Afetos (Gr. splagchna).
São os órgãos superiores do tronco, inclusive o coração. Fígado e pulmões. É o centro das emoções.
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DA BÍBLIA DE JERUSALÉM
6.2 DIA DA SALVAÇÃO
Entre a época da primeira vinda de Cristo (Rm 3.26+) e a do seu retorno (1ªCor 1,8+) decorre um tempo intermediário (Rm 13.11+), que é o "dia da salvação". Tempo concedido em vista da conversão (At 3.20s), da salvação do "Resto" (Rm 11.5) e dos gentios (Rm 11.25; Ef 2.12; cf. Ap 6.11; Lc 21,24). Embora tenha duração incerta (1ªTs 5,1+), esse tempo de peregrinação (1ªPe 1.17)deve ser considerado como breve (1ªCo 7.26-31; cf. Ap 10.6, 12.12; 20.3), cheio de provações (Ef 5.16; 6.13) e de sofrimentos, que preparam a glória futura (Rm 8.11). O fim se aproxima (1ªPe 4.7; cf. Ap 1.3+ e 1ªCo 16.22; Fl 4.5; Tg 5.8), asssim como o dia da plena luz (Rm 13.11). Importa vigiar (1ªTs 5.6; cf. Mc 13.33) e fazer sábio uso do tempo que resta (Cl 4.5; Ef 5.16), para que nos salvemos e salvemos os outros (G1 6.10), deixando a Deus a tarefa de fazer a retribuição final (Rm 12.19; 1ª Co 4.5).
Nessa Seção, apresentamos alguns comentários bíblicos extraídos de Enciclopédias e Livros especializados nas áreas de hermenêutica e exegese bíblica.
A leitura do conteúdo aqui apresentado proporcionará ao professor de EBD, a imersão na riqueza dos conhecimentos apresentados por seus autores, quando trata do contexto do texto, ou das especificidades de uma expressão ou palavra.
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DO COMENTÁRIO BÍBLICO bROADMAN
Os dois primeiros versículos do capítulo 6 apelam, aos coríntios, para que recebam a graça oferecida através da reconciliação de Cristo e assim entrem em sua nova criação.
Na expressão inicial do verso 1, os tradutores da IBB acrescentaram corretamente, às palavras originais de Paulo, cooperando, a expressão com ele, isto é, com Deus. O contexto indica que Paulo tem em mente o seu papel no "ministério da reconciliação" (5:18); ele, que, como embaixador de Cristo, convence os homens de que devem se reconciliar com Deus (5:20), coopera com Deus para a reconciliação do mundo.
Porém, como é possível receber a graça de Deus em vão? De várias maneiras. Ouvir o evangelho da graça de Deus sem fé é adiantar-se à graça oferecida (cf. Mar. 4:14 e ss.). É concebível que Paulo suspeitasse de que alguns dos coríntios não haviam, de fato, experimentado ainda a graça reconciliadora de Cristo. Professar fé no evangelho sem segui-lo com uma vida de fé e obediência a Cristo é também aceitar a graça em vão. Em todo o tempo, Paulo confessa preocupação para com os seus convertidos, para que eles não confundam a certeza da fidelidade de Deus à sua palavra com presunção da parte do homem (cf. 1ªCor. 15:2).
Também é verdade que Paulo estava muito preocupado em que os seus convertidos não abandonassem o verdadeiro evangelho por causa de uma versão falsificada dele, fosse do tipo que ameaçava os cristãos na Galácia (cf. as solenes palavras de Gál 5:2-6) ou do que havia instigado a igreja em Corinto contra Paulo (cf. 2ªCor. 11:1-4). Para o crente professo, tanto quanto para o ouvinte não crente, das boas-novas, a única esperança de vida está no Cristo crucificado e ressurreto; por isso ele precisa em todo o tempo "reter a Cabeça" (Col. 2:18 e s.).
O apelo para não receber a graça de Deus em vão pode ter feito o apóstolo se lembrar de uma importante passagem veterotestamentária (Is. 49:8), que fala da chegada do tempo aceitável de Deus, isto é, do seu dia de graça. A citação de Isaías segue-se imediatamente ao chamado segundo Cântico do Servo, que anuncia que o Servo do Senhor não deve apenas levar Israel de volta a Deus, mas deve tornar-se uma luz para as nações, e estender a salvação até os confins da terra. No "tempo de favor" (traduzido como "tempo aceitável" na Setuaginta) e no dia da salvação, Deus deve exercer o seu grande poder para tirar os seus cativos do exílio, levando-os para a sua terra, onde podem encontrar consolação e alegria no reino dele.
A declaração de Paulo, eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação, afirmam que chegou a hora do cumprimento dessas graciosas promessas. Fazendo isto, ele transmite o ensinamento dos outros apóstolos, que, por seu turno, se torna o pressuposto básico de todo o Novo Testamento: de que as promessas de Deus, referentes ao seu reino, se cumpriram através dos atos redentores de Cristo e do derramamento do Espírito Santo. Portanto, a ênfase desta passagem se exerce sobre a palavra agora e no seu aspecto de boas-novas. É improvável que Paulo esteja aqui emitindo uma advertência, como a dizer: "Não rejeitem a graça de Deus; hoje vocês podem ser salvos, porém amanhã será tarde demais." Pelo contrário, ele afirma: "Regozijem-se e fiquem alegres! A época de libertação e salvação, no reino prometido por Deus, agora chegou! Abram as suas vidas para a inundação da graça divina. Entrem na reconciliação e tornem-se novas criaturas em Cristo." O sentido de êxtase, implícito nesta declaração, deve ser comparado com a jubilosa exultação expressa em Lucas 10:17-24, onde o próprio Senhor dá ordens aos seus discípulos para que se alegrem, ao perceberem como são privilegiados, por verem e ouvirem coisas que reis, profetas e santos de épocas anteriores ansiaram por ver, mas não viram, pois para eles era dado o indizível privilégio de viver no tempo da salvação.
O tema dominante do ministério apostólico ainda está diante dos olhos de Paulo. Depois de expor a mensagem da reconciliação, em 5:11-6:2, Paulo agora relata certas conseqüências, na sua própria vida, do fato de ser pregador do evangelho.
A chave para esta passagem é a cláusula inicial do verso 3: Não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma. Isto se segue diretamente à exortação do verso 1, para não se aceitar a graça de Deus em vão, pois o verso 2 é um comentário parentético, que fortalece o apelo ali feito. Paulo tinha em mente um fator de que os ministros do evangelho, desde a sua época até os nossos dias, têm tido aguda consciência, a saber: que há uma terrível possibilidade de que o evangelho da graça de Deus seja empanado pelos seus pregadores, e, daí, que sejam colocados sérios obstáculos no caminho das pessoas que aceitam as boas-novas, o que devia ser evitado para que o nosso ministério não seja censurado.
Claro que o afã de encontrar faltas pode, algumas vezes ser pueril, um mero calmante para a consciência de homens que rejeitam a palavra de Deus, e muitas vezes pode ser inteiramente ímpio. Paulo já estava cansado desta última espécie de crítica. Fora a crueldade dos ataques inescrupulosos contra ele, da parte de homens que se opunham à sua mensagem e à sua maneira de ministrar, que dera ocasião à remessa desta carta. Não obstante, ele era honesto demais para não encarar o fato de que qualquer falta de vigilância, de sua parte, podia resultar no descrédito do seu ministério e impedimento para que muitos homens se voltassem para Cristo.
Semelhantemente, Paulo luta para ocasionar o oposto de descrédito para o evangelho e seu ministério, a saber: deseja recomendá-lo. Este é o objetivo do verso 4: antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus. O que os homens pensavam a respeito de Paulo como indivíduo era de pequena importância para ele (cf. 1ªCor. 4:3 e s.), mas, contanto que fosse identificado com a causa de Cristo, não podia ignorar as atitudes deles. Portanto, fazia o máximo, por palavras e atos, para que fosse mais fácil, e não mais difícil, os homens receberem o evangelho. O que se segue do verso 4a em diante é um recital das maneiras pelas quais Paulo procurava recomendar o evangelho.
Inevitavelmente, nos lembramos de descrição semelhante no capítulo 4, especialmente nos versos 7 a 12. Nessa passagem, Paulo, provavelmente, tinha em vista o desconforto com que os coríntios observavam as suas terríveis experiências de sofrimento, decorrentes do seu ministério evangélico, e por isso ele procurava mostrar que Cristo e seu evangelho eram glorificados nas suas tribulações, pois elas exemplificavam o sofrimento para a morte e a ressurreição para a vida, que estão no âmago do evangelho. Uma consideração semelhante pode estar presente também nesta passagem.
O ministério confiado a Paulo acarreta sofrimentos de muitas espécies, mas não são acidentais nem ineficientes, pois se relacionam essencialmente com o evangelho de reconciliação, que ele prega. O evangelho se origina da rebeldia do homem contra Deus, hostilidade que culminou na rejeição da mensagem do Cristo e seu assassinato. Portanto, não é de se admirar, se o embaixador de Cristo sofrer antipatia, ao proclamar a reconciliação oferecida por Deus, no evangelho. Mas a história de Jesus se torna boas-novas somente porque o Filho de Deus foi vindicado em sua ressurreição; portanto, está em inteira consonância com o evangelho o fato de que o poder de Deus faz dos sofrimentos do apóstolo de Cristo um veículo para abençoar os homens. Ambos os aspectos desta "recomendação" do evangelho estão em mente, nos versos 4 a 10, embora o elemento de vindicação apareça mais particularmente quase no fim do parágrafo, ao alcançar o seu crescendo, no verso 10.
A primeira característica mencionada por Paulo, em sua lista de maneiras de se recomendar o ministério, é a virtude essencialmente cristã, de perseverança. Devido à perseguição que os cristãos sofreram às mãos das autoridades da época, ela se tornou objeto de grande importância para a igreja. O exemplo de Jesus, que "suportou a cruz", era ,continuamente colocado diante dos crentes (cf. Heb. 12:1, 2), e é provável que os primeiros Evangelhos (Marcos, por exemplo), assumiram a sua forma, pelo menos em parte, para inspirar os cristãos a seguirem as pisadas do seu Senhor e levar as suas próprias cruzes aos lugares de execução providenciados para eles por Nero (cf. Mar. 8:28-38; 10:35-45; 13:137).
Desta forma, aqui a muita perseverança de Paulo é particularizada em três séries, de três elementos, retratando tribulações que sobrevieram a Paulo no curso do seu ministério. (1) Aflições, necessidades e angústias descrevem as circunstâncias em que muitas vezes o seu ministério estava sendo exercido; (2) açoites, prisões e tumultos denotam as dificuldades que lhe eram infligi das pelos homens que se opunham ao seu ministério; (3) trabalhos, vigílias e jejuns eram dificuldades que Paulo arrostava voluntariamente, ao se desempenhar do seu ministério.
Segue-se, então, uma lista de virtudes e várias formas de ministério, pelas quais Paulo procura recomendar o evangelho. Pureza, talvez, se relacione à maneira discreta pela qual Paulo se comportava para com as mulheres que precisava aconselhar. Ciência (ou conhecimento), neste contexto, se refere mais à sua compreensão dos homens do que à doutrina cristã. Semelhantemente, o Espírito Santo é mencionado, não tanto em conexão com o ato de capacitar Paulo para realizar atos miraculosos e pregar poderosamente, quanto com a sabedoria que lhe comunicava, para lidar com as necessidades dos homens (requisito muito importante, dos ministros, em seu trabalho pastoral).
Se, no verso 7, palavra da verdade é a tradução correta das palavras de Paulo, refere-se à maneira como ele procurava ser exato e sincero, em sua pregação. Porém, visto que o sentido literal da frase é "pela palavra da verdade", pode significar a pregação do evangelho propriamente dito. O contexto antecedente favorece a tradução da RSV; o contexto seguinte pode ser sentido favorecendo uma tradução mais literal.
Pelas armas da justiça à direita e à esquerda são armas providenciadas pela justiça, ou armas que consistem em justiça - ambas as interpretações se enquadram no contexto. De qualquer forma, a justiça em questão não é a do homem, mas de Deus, que é concedida através da palavra da verdade e do poder de Deus. A justiça salvadora, de Deus, é tanto arma ofensiva para vencer o pecado no homem (uma arma para a mão direita) quanto um escudo contra todo ataque desferido pelos poderes do mal (uma arma para a mão esquerda, em que o escudo era sempre carregado).
Nos versos 8 a 10, chegamos mais perto da antítese de 4:7-12; como ali, Paulo reúne as dificuldades que lhe sobrevieram no decorrer do seu ministério e a graça dominante de Deus, que faz da ira dos homens uma ocasião para o seu louvor.
Embora muitos leões tivessem atacado Paulo, o Senhor o capacitava a extrair mel da carcaça de cada um deles! Ele exercitava o seu ministério por honra e por desonra; por má fama e por boa fama, porém, fossem quais fossem as circunstâncias, não deixava de proclamar intemeratamente a verdade única, que tem o poder de salvar os homens. O registro do ministério de Paulo, no livro de Atos, supre abundantes ilustrações de ambos os tipos de receptividade que Paulo encontrou em seu evangelismo, e são expressas nos contrastes dos versos 8b a 10.
Como enganadores somos tratados, diz ele, como os coríntios sabiam muito bem; pois esta era a acusação lançada contra ele pelos "apóstolos superlativos", que procuravam minar a sua autoridade na igreja em Corinto.
Como desconhecidos - "Quem é esse Paulo?" perguntavam os seus detratores. Multidões por toda parte, no mundo romano, poderiam responder a esta pergunta, na época de Paulo, e, curiosamente, poucos homens da hlstória são tão conhecidos como Paulo, em nossos dias.
Como quem morre - de morte violenta ou devido a trabalho demasiado, dia e noite sem parar e eis que vivemos; pois o Cristo ressurreto repetidamente manifesta o seu poder para ressuscitar os mortos, neste arauto do evangelho (cf. 4:10-12).
Como entristecidos - pois Paulo tinha muitas dores de coração devido à falta de firmeza dos seus convertidos (cf. 11:28 e s.), e levava uma infindável tristeza, devido à dureza dos seus compatriotas judeus para com o evangelho (Rom. 9:2); mas sempre nos alegrando, pois Deus constantemente o levava em triunfo em seu ministério (2:14), e ele sabia que o fim de todas as coisas será Cristo, em seu reino glorioso (1ªCor. 15:25).
Como pobres - ele nem sempre o era, mas a aceitação do evangelho e do comissionamento do Senhor, para se tornar arauto do mesmo, o levava a abandonar as riquezas, bem como quaisquer outras vantagens que pudesse ter como fariseu (cf. Fil. 3:7 e s.); mas enriquecendo a muitos, não materialmente, mas em um sentido infinitamente mais importante, pois o que pode se comparar com a riqueza do reino de Deus que o Cristão já possui e ainda possuirá em plenitude no futuro?
Neste respeito o apóstolo, por seu ministério sacrificial, se aproximava de maneira maravilhosa do exemplo do seu Senhor, que, "sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos" (8:9).
A antítese final, como nada tendo, mas possuindo tudo, forma um clímax adequado para a recomendação de Paulo a respeito do ministério, pois, através dela, ele é associado ainda mais intimamente com o seu Senhor; contudo, tendo Cristo, ele tem tudo: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro e o próprio Deus (1ªCor. 3:21 e ss.).
A defesa que Paulo faz do seu ministério está chegando ao fim. Ele derramou a alma, ao fazer a exposição do ministério que recebera do Senhor. Como reagiriam a ela os coríntios? Corresponderiam com uma abertura de espírito comparável, ou estreitariam o coração em relação a ele?
Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós. Paulo não refreia nada em sua mente, mas usa completo fervor, ao se dirigir a eles. O nosso coração está dilatado - e permanece aberto para abraçar com amor cada membro da igreja em Corinto, inclusive os que lhe haviam causado mais tristeza. Todavia, até aqui largueza de coração semelhante não fora manifesta por eles.
Eles tinham sido estreitados ou restritos em suas afeições, deixando pouco espaço para o apóstolo em seus corações. Seria isto devido a algum ressentimento, que ainda persistia, da parte deles, pelo fato de Paulo ser tão franco em relação a eles, que os fazia se sentirem envergonhados? Será que eles ainda se apegavam saudosamente aos métodos dos falsos mestres? Fosse qual fosse a causa da restrição, Paulo dá a entender que a dificuldade deles era, basicamente, não intelectual, não por falta de entendimento, mas por falta de amor cristão: estais estreitados nos vossos próprios afetos.
Por isso, ele apela a eles como se estivesse falando com crianças: em recompensa disto... dilatai-vos também vós. Em outras palavras: "Ajam corretamente, pessoal! Dêem a mim o mesmo que eu lhes dou!" Ou, nas palavras de Plummer: "Paguem coração aberto com coração aberto."
O parágrafo imediatamente seguinte (6:14-7:1) conclama os coríntios para se separarem de todas as associações que são inimigas da fé cristã. É crença corrente que este parágrafo está no lugar errado. A conexão de pensamento com o que o precede e com o que se segue de forma alguma é clara, ao passo que o contexto fluirá suavemente, se esta passagem for omitida (6:13 se encerra com este apelo: Dilatai-vos também vós; 7:2 começa assim: Recebei-nos em nossos corações).
A este respeito, a nossa atenção é chamada para o fato de que 1ªCoríntios 5:9 se refere a uma carta escrita por Paulo antes de 1ªCoríntios, em que ele instruía a igreja para não se associar com as prostitutas e os degenerados. Por isso, tem sido sugerido que 2ªCoríntios 6:14-7:1 pode ter feito parte da tal carta, a que uma referência é feita em 1ªCoríntios 5:9, e que esta passagem foi introduzida neste contexto por alguém, em Corinto, que desejava assegurar a sua preservação. Sejam quais forem os méritos da idéia de que este parágrafo pode estar fora do seu devido lugar, deve-se observar que o assunto de que ela trata relaciona-se com o de 1ªCoríntios 5:9, mas não é idêntico a ele. Nesta última passagem, Paulo declara que escrevera a carta anterior a respeito dos cristãos professos, e não a respeito de pagãos imorais; mas 2ªCoríntios 6:14 e ss. inerravelmente tem em vista pagãos imorais, e não cristãos que estavam vivendo desbragadamente. Portanto, parece que a carta mencionada em 1ªCoríntios 5:9 e a passagem que está diante de nós devem ser desassociadas uma da outra.
Sem dúvida, há muitos exegetas que defendem a opinião de que este parágrafo está em seu contexto original. Indicam o fato de que Paulo freqüentemente sai por uma tangente, para voltar ao seu assunto posteriormente; e consideram que um interpolador teria escolhido um lugar mais óbvio do que este. Com esta interpretação em mente, Plummer (p. 205) escreveu: "Não é incrível que, no meio do seu apelo, pedindo franqueza mútua e afeição recíproca, e depois de sua declaração de que a restrição limitadora se encontrava toda do lado deles, ele devesse investir contra uma causa principal dessa restrição, ou seja, a sua atitude condescendente para com as influências anticristãs. Tendo aliviado a sua mente deste assunto desagradável, ele volta imediatamente ao seu terno apelo." Qualquer certeza é o alvo inatingível, nesta discussão, e não é importante. O que está claro é que nenhuma das igrejas fundadas por Paulo necessitava tanto da exortação deste parágrafo quanto a igreja em Corinto, cujas dificuldades, em medida não pequena, eram devidas à falta de decisão, da parte de seus membros, para assumir uma posição firme em favor do evangelho e de ordenar a sua vida de acordo com ele.
COMENTÁRIO, EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA, DO NOVO COMENTÁRIO DA BÍBLIA
O apóstolo agora resume em termos gerais a obra e o caráter de um ministro.
6.1 Em vão.
Isto é, sem que seu efeito se manifeste na vida de cada um.
O verso 2 é citação de Is 49.8, que encerra uma profecia messiânica.
6.2. Dia da salvação.
Isto é, a época em que a salvação se faz presente, pelo fato de ter sido trazida por Cristo.
6.3 O ministério não seja censurado.
O apóstolo reconhece que o mau procedimento dos seus convertidos servirá para descrédito do seu ministério para com eles. Nos vers. 4-10 descreve natureza e caráter do ministério que ele tem exercido.
6.4 Em tudo recomendando-nos a nós mesmos.
Cf. 3.1,2, 5.12. Vai aqui a resposta àqueles que têm posto em dúvida suas credenciais de apóstolo. Em todas as circunstâncias, Paulo e seus companheiros mostravam que não tinham “recebido a graça de Deus em vão”, e assim se tornavam um exemplo para os coríntios.
Através de toda espécie de experiência difícil (4,5) e a despeito de acusações falsas e opiniões contrárias a respeito deles (8,9), a pureza do seu caráter provava-se pelo teor espiritual da vida que levavam (6), pela verdade e poder de sua mensagem (7), e pelo modo como reagiam aos sofrimentos que lhes eram infligidos (9, 10). É desta forma que o verdadeiro ministro de Deus se recomenda à atenção dos seus ouvintes.
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